28.9.09
Ora, pois!
Como tenho as passagens, fizemos as contas em casa e decidimos: meu gajo vai também! Trabalho uns dias e tiro mais uns pra emendar com o feriado do dia 12.
Depois de um ano cheio de assuntos médicos na pauta, vai ser bom demais respirar novos ares. Sempre quis ir a Portugal, tenho certeza que vou reconhecer por lás as minhas origens pereira-cabral-vaz. Pra semana que vem prometo novidades d´além-mar!
Aliás...de vez em quando vejo pelo contador de acessos que tenho um (a) leitor (a) de Lisboa. Aceito dicas!
24.9.09
Mas que puxa...
Uma dúzia
Nos conhecemos na faculdade, embora o romance só tenha começado depois que eu me formei. Chegamos a fazer uma cadeira juntos, na época eu fiquei curiosa pra saber quem era o tal Cabral, já que esse é meu sobrenome também. A gente chegou a se falar e até arrisco a dizer que ele jogou um charme, mas eu era noiva de outro, então sem chance.
Passou um tempo, eu me formei, ele não. Eu tinha feito um projeto de jornal com uma colega pra uma escola de windsurfe que o meu noivo frequentava e eu conhecia todo o pessoal. O projeto não vingou. Mais um tempo passou, fiquei sabendo que o jornal da escola ia sair, mas quem ia fazer era o tal do Cabral.
Ah, fiquei irada, "como assim, roubou meu projeto?". Peguei a lista telefônica e fui trás do número dele. Demorei, mas achei. Não tinha lista na internet. Ele disse que sabia do projeto e queria fazer junto comigo, porque ele não tinha computador. Sim, gente, naquela época nem todo mundo tinha computador, ninguém tinha celular, internet era coisa rara.
Bom, ele começou a ir na minha casa pra gente fazer o tal jornal. Eu morava com a minha mãe. Nesse meio tempo, meu noivado já ia de mal a pior. E o que eu não sabia, é que o Dudu, dono da escola de wind, que conhecia tanto o noivo quanto o Gu, estava botando a maior pilha pra investida dele - o Cabral.
O noivado terminou, e o jornal só enrolando. E numa das visitas de "trabalho", num dia 24 de setembro, fui levar o Gu até o elevador, quando ele me puxou e me tascou um beijasso.
De lá pra cá, doze anos se passaram e a gente nunca mais desgrudou.
Aqui do 12º a vista é maravilhosa, mas que o nosso elevador continue subindo muito mais.
22.9.09
Quando...
Por enquanto tá impossível participar do dia mundial sem carro. Como é que se vai do Córrego pra SC 401 toda arrumada, carregando equipamento? Nem ônibus direto tem. Que dirá metrô!
Por enquanto, só sonhando com mobilidade urbana em Floripa.
Subindo
21.9.09
Alma lavada (13) – o desfecho
Mas, contrariando todas as expectativas, no dia da cirurgia eu estava totalmente serena. Entrei no centro cirúrgico como se fosse tomar vacina. E mesmo tendo passado 9h lá, por causa da perda de sangue, acordei tranqüila também.
Lembro de ter visto, logo que acordei, a bolsa de sangue com uma etiqueta bem grande escrito “voluntária”, e ainda pensei: essa é sangue bom! Aliás, obrigada aos doadores de sangue A+, algum de vocês me ajudou muito!
Bom, sei que apesar de tudo, da noite não-dormida na clínica – sim, também teve show de ronco! – mesmo assim reagi surpreendentemente bem no dia seguinte e tive alta bem antes do planejado.
Tenho certeza que a preparação anterior me ajudou muito: antes, durante e depois.Tenho certeza também que vou precisar de fé pra que o problema não volte. E se voltar, mais fé ainda pra entender.
Meu desafio agora é manter esse elo. Ganhei uma coisa que eu não tinha antes, e que me fazia muita falta: FÉ. Como disse o meu amigo Gastão, numa rápida conversa pelo msn: “A cura só tem começo, não tem fim”.
Espero que esse relato tenha sido útil pra alguém. Pra mim foi. Obrigada aos que se deram o trabalho de ler. E obrigada a Deus, que me deu essa história pra contar.
; )
Alma lavada (12) – o atendimento à distância
Algumas horas antes, ainda no trabalho, comecei a sentir tontura. Quando cheguei em casa, a tontura estava forte; pra tomar banho precisei me segurar.
Quando deitei o sono era imenso, e qualquer luz me parecia um holofote. Na hora marcada eu realmente tive certeza de que tinha alguém comigo. Senti os passos de alguém sobre o colchão, cheguei a me assustar, mas mentalizei positivo, afinal, eu que pedi ajuda. Sei que logo em seguida dormi profundamente até o dia seguinte.
Se isso pode ser chamado de fenômeno, foi o único que eu testemunhei.
Alma lavada (11) – surpresa?
Sabe que não? Me surpreendi com a minha própria reação. Pra mim aquela dor repentina foi o pretexto ideal pra eu aceitar que realmente precisava fazer a cirurgia convencional. Quando comecei o tratamento espiritual, eu não queria mais entrar na faca de jeito nenhum. Mas depois fiquei tranquilinha.
E acho que esse foi um dos milagres que consegui no tratamento. Aceitar que tinha o problema e que precisava resolvê-lo. Outro foi deixar de me revoltar com as coisas.
Na verdade não sei explicar, mas me senti curada de algum jeito. Muita coisa realmente mudou. É aquilo que dizem: quando a gente muda, o mundo muda com a gente.
- Só faltam dois capítulos! Depois juro que viro o disco...
20.9.09
Alma lavada (10) – o pós-operatório
Lá também a organização é impecável. São muitos voluntários e, na hora marcada, te atendem. Para as terapias é preciso colocar a camisola, e não se fica lá mais de uma hora. Quando o horário coincidia, eu e o Gu, que também fez um tratamento de passes, assistíamos a alguma palestra: sempre algum tema edificante, algum estímulo à leitura e ao estudo. Eles defendem que nada deve ser engolido boca abaixo, sem que se entenda do que estão falando.
No decorrer desse processo todo, me ligaram da clínica convencional pra remarcar a cirurgia. Levei a sério o slogan do “entre o tratamento espiritual e o médico convencional, fique com os dois”, e remarquei pro dia 25 de agosto. Mas achava que não ia mais precisar.
19.9.09
Alma lavada (9) – o dia seguinte
No dia seguinte, sábado, às 7h, fomos acordados com música ao vivo. Um grupo tocava e cantava a oração de São Francisco - totalmente desafinados, mas com a melhor das intenções. Embora eu tivesse passado a noite em claro, acordei super bem disposta. Minha única angústia era a expectativa do Gu e da minha mãe, que viriam me buscar.
Sabiamente, os parentes foram convidados a chegar às 9h para participar de uma palestra até às 11h, onde foram preparados pra não nos perguntar “se tinha dado certo”. Afinal, ninguém sai dali com um exame ou coisa parecida. Mas que eu saí diferente, saí. Independente de cura física, eu sabia que estava muito melhor do que quando entrei.
Depois de tomarmos café, recebermos passes e rezarmos mais algumas vezes o Pai Nosso, nos trocamos e descemos novamente a rampa.
Quando entramos no auditório, os parentes, emocionados, batiam palmas e cantavam “É preciso saber viver”, versão dos Titãs. Não sei o que disseram nessas duas horas, mas as pessoas sorriam muito e as lágrimas corriam nos rostos da maioria. Ouvimos mais umas palavras e fomos liberados. Abracei algumas pessoas e saí entendendo a expressão “de alma lavada”.
No trajeto, com o balanço do carro, senti meu útero todo dolorido, como se tivesse sido fisicamente operado.
18.9.09
Alma lavada (8) – a cirurgia espiritual
O frio estava congelante e eu, depois das palavras do voluntário, não sabia muito bem o que mentalizar. Do lado de fora eu conseguia ouvir o nome do paciente, o problema a ser tratado e, invariavelmente, a “prece da cura”: o Pai Nosso.
Fui conduzida, ainda de cadeira, para dentro da sala, onde havia duas macas e duas equipes de médiuns. Deitei de barriga pra cima, colocaram a venda branca nos meus olhos. Senti algo como um bisturi cego e três fisgadas, e logo em seguida tive a sensação de que algumas coisas foram jogadas ao lado das minhas pernas. Foi uma sensação estranha. Minha cabeça ficou a mil.
Fomos conduzidas ao quarto logo em seguida pra dormir, mas eu e a Lu, uma das colegas, passamos boa parte da noite em claro por conta do ronco das outras três. E essa não seria a única "rave" do processo.
17.9.09
Alma lavada (7) – o pré-operatório
Não lembro exatamente quais foram as terapias, mas o dia foi bem calmo e relaxante. Às 18h pediram que nos recolhêssemos, depois de uma refeição leve. Ficamos todos deitados em silêncio até às 20h. Eu estava quase dormindo quando um dos voluntários levantou a venda dos meus olhos. “Vamos?”.
Todos de camisolão branco, descemos juntos a rampa que dava acesso ao térreo, cada um amparado por pelo menos um voluntário. A luz estava bem suave. Enquanto a gente descia, eu tremia de frio e de nervosismo, e o voluntário que me acompanhava, disse: “eu passei pela mesma situação há sete anos. Depende de ti. Vai com fé, confia e não cria expectativas”. Aquelas palavras me deixaram atordoada, porque eu tinha passado boa parte do dia mentalizando que queria sair dali curada. Entramos no auditório onde havia algumas fileiras de cadeiras. Os pacientes sentaram e, atrás de cada um, ficava um voluntário de pé.
Uma mulher, ao centro, nos disse algumas palavras. O que mais ficou na minha memória foi: “não barganhem com Deus. Não prometam que se ficarem bons vão mudar, vão se cuidar, fazer exercício, fazer caridade. Se esse desejo for verdadeiro, façam, independente do que acontecer. Muitas das pessoas que trabalham aqui se curaram; muitas não. A fé, o merecimento, e muitas razões que desconhecemos é que determinam o que acontece com cada um”.
Antes de deixar o auditório, rezamos mais uma vez o Pai Nosso. A emoção era geral e incontrolável. Eu já estava debulhando em lágrimas há muito tempo.
Voltamos a subir a rampa, umas 100 pessoas, todos juntos, de branco, caminhando devagar sob uma luz bem suave e ouvindo a interpretação da Maria Bethânia de “Tocando em frente”. Fica difícil descrever a cena e a emoção.
Voltamos a deitar nas camas, de onde cada um seria levado depois em uma cadeira de rodas até o centro cirúrgico.
16.9.09
Alma lavada (6) – reencontro
Me virei e demorei pra reconhecer por trás da máscara de enfermeiro e do jaleco branco, o meu ex-professor de faculdade e atual vizinho, que depois de se curar de um câncer, passou a trabalhar no CAPC como voluntário. Quando ele estava bem doente, cheguei a não reconhecê-lo uma vez, quando a gente se encontrou na casa de outro amigo. Estava uns 30 kg mais magro e com uma aparência extremamente frágil.
O abraço que a gente trocou nesse reencontro, com ele totalmente recuperado e ajudando os outros, foi emocionante.
Alma lavada (6) – reforma íntima
Quase todo o tempo se ouvia música instrumental nas caixas de som por todo o prédio e, ocasionalmente, colocavam a leitura de alguma mensagem, mas nunca com termos como espiritismo, reencarnação ou coisa parecida. Inclusive disseram no começo, que se alguém tivesse um santinho ou símbolo de qualquer religião, que quisesse deixar no quarto, não havia nenhum problema.
A única coisa atrelada à religião era a oração do Pai Nosso. Foram centenas de vezes. A cada início e final de terapia, a cada passe aplicado, o Pai Nosso era rezado.
As conversas e terapias iam se aprofundando a cada dia, e as amizades entre os pacientes, ganhando força. Só o fato de estar entre tantos portadores de câncer já fazia eu me sentir uma grande privilegiada. Me dar conta de que o mundo continuou seu curso mesmo comigo “isolada” por uns dias também foi um aprendizado.
Comer o que me era oferecido (aliás, deliciosas refeições), na hora em que era oferecido, obedecer a regras, manter o silêncio, abandonar roupa, maquiagem, ouvir as histórias dos outros, reconhecer que estava ali pedindo ajuda, tudo isso foi ajudando na preparação para o que ainda viria.
15.9.09
Alma lavada (5) – tratamentos
Não foi fácil no começo deixar o preconceito de lado. Tudo parecia muito aquela coisa de auto-ajuda, mas já que estava lá, resolvi entrar no clima e me entregar ao que estava sendo oferecido na maior boa vontade.
Mulheres e homens ficavam em quartos separados. No meu havia outras três colegas; uma delas, com um recém-descoberto câncer de mama, era a mais abalada.
Tivemos algumas conversas com médicos “de verdade” e outros terapeutas, antes de começarem os primeiros tratamentos. Não lembro a ordem, mas fizemos bastante cromoterapia, aplicação de um tipo de argila no local doente, terapias com água, com iodo, algumas outras que eu nem sabia o que eram. Ficávamos deitados com um paninho branco sobre os olhos, e cada terapia era aplicada com cerca de cinco pessoas em volta da cama de cada paciente. Pra cada um, o tratamento era diferenciado, fosse na ordem de aplicação ou no tipo de terapia.
Havia serviço de enfermagem 24h, e o que mais me marcou foram as massagens nos pés. Aqueles dias estavam gelados, e era muito reconfortante quando alguém vinha, massageava e esquentava os pés.
Como é que alguém sai da sua casa, dos seus afazeres, pra voluntariamente, ir fazer massagem nos pés de pessoas estranhas? E quando a gente dizia “obrigada”, geralmente a resposta era “nós é que te agradecemos”. Ali começou a cair a minha ficha.
14.9.09
Só uma parcial
Diário de Lisboa
Alma lavada (4) – reconhecimento
Eu era uma das mais jovens (uhú) e uma das poucas com tumores benignos. Nas apresentações, ninguém precisava dizer qual seu problema de saúde, mas com o tempo uns iam contando pros outros. Uma moça de 29 anos, bonita, alta, de cabelo curto, me chamou a atenção. Só no último dia descobri que tinha esquizofrenia.
No dia anterior, ainda na triagem, encontrei o “A”, meu colega do curso de francês. Nós dois nos assustamos de nos encontrar ali. Contei meu motivo e ele, depois de bastante conversa, um tanto constrangido, me falou que estava com câncer de pulmão. Tinha acabado de descobrir.
Nos dias seguintes eu iria encontrar outro amigo, pra minha grande surpresa.
Alma lavada (3) – a triagem
Havia cerca de 30 pessoas aguardando, cada uma recebeu uma senha e um crachá com seu nome. No Ribeirão o prédio também lembra um hospital, acredito que ainda maior que o Núcleo de Forquilhinhas. Tudo é muitíssimo limpo e organizado, e nos dois locais revezam-se cerca de 650 voluntários.
Com meus exames nas mãos, fui chamada e entrevistada por umas quatro pessoas, incluindo um médico oncologista e uma nutricionista. Depois de várias perguntas detalhadas, fui informada de que deveria voltar no dia seguinte, quarta, para ficar das 8h às 18h; na quinta também, mesmo horário, e na sexta ficar para dormir, pra ser liberada no sábado às 11h. “Meu Deus, mas e o trabalho?”, foi a primeira coisa que eu pensei. Ao mesmo tempo, vi que era um trabalho sério e senti que seria uma oportunidade. Na mesma noite avisei meu chefe que iria fazer um tratamento de saúde. Detalhe: não podia ficar com celular durante o tratamento, nem desligado. Isso pra mim já era coisa de outro mundo.
Algumas das pessoas receberam outro tipo de agenda, com tratamentos mais curtos e sem “hibernação”. Do total, umas 20 foram recomendadas ao tratamento que culminaria com a cirurgia espiritual na sexta à noite.
Logo no começo nos pediram pra não perguntar quanto era, se poderíamos contribuir, etc. “A parte financeira já está resolvida e não deve ser foco de preocupação pra vocês”.
Alma lavada (2) – voltando um pouquinho
O primeiro livro que comprei foi num sebo, no Sul da Ilha. “O livro dos Espíritos”, do Alan Kardec, que na época me pareceu muito complexo. É o livro base do espiritismo cristão, junto com o Evangelho segundo o Espiritismo. Fui algumas vezes assistir palestras em casas espíritas, geralmente com passe no final. Sempre fazia bem, mas eu não era nada disciplinada. Li algumas outras coisas até chegar à biografia do Chico Xavier. Talvez por ter sido escrita por um jornalista (Marcel Souto Maior), que não se declara espírita, a obra tenha me tocado tanto. Não traz nenhum tipo de pregação, ensina pelo exemplo. Depois disso foram mais e mais palestras em diferentes casas espíritas e as primeiras leituras de obras psicografadas.
Cheguei ao CAPC com alguma noção do que se tratava. Mas era só uma noção. Na prática, o impacto foi como se eu não soubesse de nada.
13.9.09
Alma lavada (1)
Parece a descrição de um spa caríssimo, mas, além de tudo, era de graça.
Algumas pessoas já tinham me falado desse lugar, mas eu fui parar lá por insistência do Gu. O lugar se chama CAPC – Centro de Apoio ao Paciente com Câncer, e fica no Ribeirão da Ilha.
“Imagina, eu, super ocupada, não tenho tempo pra ir até o continente numa segunda-feira, pegar BR, depois fazer tratamento no outro extremo da Ilha, é inviável”. Essa era sempre a minha desculpa.
Minha cirurgia estava marcada pro dia 6 de julho, mas eu estava indecisa, não sabia se queria fazer tudo de novo. Já tinha passado por isso em 2006 e o problema voltou seis meses depois. Foram vários tratamentos mal sucedidos até o veredicto de “entrar na faca” mais uma vez.
Foi numa segunda-feira, dia 22, bem cedo, que fomos até o Núcleo Espírita Nosso Lar, em Forquilhinas, no continente. É uma edificação branca, parecida com um hospital. Logo que cheguei, peguei uma senha e fui chamada em seguida. Uma moça, que me chamava de irmã, perguntou o que eu queria e explicou que o encaminhamento para o CAPC só é feito para paciente que apresentam um laudo médico. Mostrei meus exames e fui agendada pra terça-feira da semana seguinte.
Fiquei tão confiante que desmarquei a cirurgia.
9.9.09
Noves fora
"09:09:09 – 09/09/09
Sei que tem gente que leva essas coisas a sério. Por isso, há 9 meses, 9 dias, 9 horas e 9 minutos programei este post para ser publicado exatamente às 9 horas, 9 minutos e 9 segundos do dia 9 de setembro de 2009.
Feliz 09:09:09 de 09/09/09, seja lá o que isso signifique.
Não custa lembrar que hoje é o 252º dia do ano: 2 + 5 + 2 = 9
E 09 + 09 + 09 = 27… 2 + 7 = 9
09/09/09 é a última data com um único dígito pelos próximos 92 anos (embora 11/11/11 tenha lá seu charme).
Ah, não tem nada a ver, mas já que estamos nessa: ano passado, os chineses fizeram questão de iniciar os jogos olímpicos às 8h do dia 08/08/08, porque 8 é considerado número de sorte, por lá.
O nove, para os chineses, é quase tão bom quanto o oito, e associado à vida longa. Já os imperadores japoneses nunca usavam um quimono que tivesse nove dragões…
Hoje é quarta-feira, dia de jogar na mega-sena. Ou, pelo menos, no bicho. Depois não digam que eu não os avisei."
Eu sonhei com leão e porco e pedi pra minha mãe jogar pra mim. Mas parece que o 9 é cobra, né?
Mas o que é isso, mulherada??
8.9.09
Voar, voar, subir, subir

Nesse domingo eu e o Gu pegamos o Igor e o meu sobrinho Gui pra assistir "Up - Altas Aventuras", animação em 3D da Disney-Pixar. Fiquei encantada. Meu primeiro 3D "moderno" foi Coraline, uns meses atrás. Como o ser humano sabe fazer coisas bonitas, quando quer. Dessa vez, além dos efeitos, me apaixonei pela história do vovozinho que vai longe atrás de um sonho. Saí do cinema levinha, acho que me diverti mais que os meninos.
O fato de ter sido minha primeira "aventura" depois da clausura deve ter contribuído também.
Mas, olha, quem puder ir, vá, que vale muito a pena.
(teve um momento em que uma folhinha "voou" em direção ao público e deu pra ouvir uma voz de criança bem pequena que gritou "peguei!")
5.9.09
Daqui pra frente...
Já já eu paro de postar boletins médicos aqui no blog. Ontem o médico me disse que tá tudo indo bem e que tô liberada pra pequenas (mas importantes!) coisas, como dirigir e cozinhar. Nada que implique em esforço físico ou levantamento de peso. Hoje até fui caminhando aqui na esquina fazer o pé (aliás, se alguém quiser dica de podóloga, achei uma ótEma). E ontem coloquei o carro na garagem, só pra sentir o "gostinho".
Semana que vem volto a trabalhar aos poucos. Daqui até fazer uma trilha pra Naufragados vai ser um pulo.
Agora que fiz essa "faxina", tô ansiosa pra aproveitar tudo de bom que vou poder fazer.
2.9.09
Minhas "férias"
Noite passada assisti "Amor e Inocência" (Becoming Jane), que conta a história da escritora Jane Austin. É bom, mas não tanto quanto "Orgulho e Preconceito", justamente uma das principais obras dessa autora inglesa.
Vez ou outra sinto dores, mas no geral tô me recuperando super bem.
Hoje fiquei na minha mãe de novo e pela primeira vez caminhei um pouquinho na rua. Todo dia é um progresso. Cheguei até a sonhar que já estava trabalhando. Aliás, amanhã o médico vai me dizer se já estou apta a voltar pro batente. Por mim, só não volto segunda porque é feriado...
1.9.09
Viagem dentro de casa
E é impressionante como o tempo passou voando. Hoje fez uma semana e eu nem senti.
Lições
Numa noite, uma senhora se aproximou dele [Chico] no Grupo Espírita da Prece e disse:
- Chico, meu marido é maravilhoso. Bom pai, bom filho, bom companheiro, bom patrão...Só tem um defeito grave: ele não é espírita.
Resposta de Chico:
- Mas se ele já é tudo isto, não precisa ser espírita de jeito nehum. Já tá bom demais.