27.10.09

Começou o fim

Pois, pois, acho que dou por encerrados os posts sobre Portugal. Deixei bastante coisa de fora, mas registrei outras bastantes também. Tá faltando tempo.
Agora que outubro tá nas finaleiras, já começo a sentir a chegada da "síndrome de final de ano": todo mundo pilhado e querendo mil coisas pra ontem. E eu estudando pra concurso nas horas vagas.
Mas estou firme no propósito de fazer tudo bem feito na medida do POSSÍVEL e não embarcar no stress de último bimestre. Isso também passa.

26.10.09

De cima

Se tem um casal que adora ver bicho, é o casal Cabral aqui. Lá em Lisboa, num dos dias de trabalho, tínhamos um intervalo de 2h. Em vez de almoçar, nos tocamos pro zoológico que ficava a algumas estações. O mais legal de lá é que dá pra circular por todo a área num teleférico, vendo os bichos de cima. E lá embaixo dá pra chegar bem pertinho deles.
Tudo bem espaçoso e organizado, mas não deixa de ser zoológico. Nada melhor que bicho solto, né?



Enquanto o leão dorme sozinho, as leoas dormem de conchinha...

25.10.09

Uma prainha sempre cai bem


Quando colocamos os casacos pesados na mala nem pensávamos em praia. Mas o subconsciente nos fez colocar uma roupa de banho lá no fundo da bagagem. Eu, desacreditada do verão em outubro na Europa, nem cogitei levar o biquíni na ida a Cascais; mas o Gu, pisciano com 37 anos de praia, não titubeou e colocou a sunga na mochila. Resultado: uma praia maravilhosa, de águas cristalinas, calorão de 32º, ele tomando banho e eu tirando foto. Mas só pelo visual valeu a pena. Deu vontade de passar uma semana de férias por lá.

Além da beleza natural, chuveiros e banheiros em diversos pontos, limpos e gratuitos. Coisa de primeiro mundo, claro.

22.10.09

Os castelos de Sintra





A julgar pela ausência de comentários, ninguém tá muito interessado em saber de Portugal. Então vou variar um pouquinho, saindo de Lisboa. Estivemos um dia em Sintra, a cerca de 40 minutos de trem da capital portuguesa. Subimos a serra e nos deparamos com uma cidadezinha encantadora, limpa, bem sinalizada, arborizada e cheia de esculturas nas ruas. Fomos caminhando direto pra Quinta da Regaleira (fotos aí em cima), onde ficamos mais de duas horas percorrendo jardins, galerias, túneis subterrâneos (isso é redundância?) até entrar nos domínios do palácio. Tudo muito lindo, coisa de filme.
Depois almoçamos um belo hambúrguer, que caiu redondinho depois de tantos bacalhais. De sobremesa, subimos até o Castelo da Pena (fotos aí embaixo). Além de lindo por fora, conserva todos os aposentos com os objetos originais da realeza - mas lá dentro não se pode fotografar. Apesar da imensidão do palácio, os aposentos são minúsculos e atulhados de móveis e badulaques. Era o gosto da época.
Um dia foi pouco, faltou ver o retiro dos Capuchinhos, o palácio da D. Amélia... ah, e o Castelo dos Mouros, que só vimos de longe. Deixou gostinho de quero mais.

20.10.09

Um dia memorável


Se tivéssemos só um dia pra passar em Lisboa, elegeríamos a região do marco do descobrimento, em Belém. Lá, a pé, dá pra visitar da Torre de Belém ao Mosteiro dos Jerónimos, passando pela Rosa dos Ventos, pelo monumento do Descobrimento propriamente dito e, claro, pela pastelaria de Belém. Tudo às margens do rio Tejo.
Começando pela Torre, é possível entrar e conhecer os seis andares, do térreo, onde ficavam enclausurados os presos, passando pelo depósito de mantimentos para os navios, pelo andar que servia de residência para o governador da Torre (sim, existia isso), até chegar ao alto e desfrutar a bela vista. Tudo pela escada.
No marco do descobrimento tem elevador, e é bem mais alto que a torre. Lá de cima se vê direitinho a Rosa dos Ventos, que é um mosaico enorme no chão, que reproduz o mapa mundi com a demarcação das colônias portuguesas com o ano do descobrimento e as rotas para cada uma. De fora, o marco tem esculturas imensas e lindíssimas. Ali perto, no chão, está escrito que "do Tejo se vai ao mundo".
E com mais uma caminhadinha se chega ao Mosteiro dos Jerónimos. Por fora é lindo. Aí a gente entra na igreja, imensa, com colunas gigantescas, vitrais perfeitos, túmulos de Vasco da Gama e Camões e acha que já viu o melhor. Mas aí entra-se no claustro, que é onde viviam os monges e onde estão os túmulos de Fernando Pessoa e Alexandre Herculano e o queixo cai de vez. É tanto detalhe, tanta coisa linda, que só vendo pra crer. Mas as fotinhos ajudam. Clica que aumenta.

19.10.09

O fundo do mar à nossa frente



Uma das coisas mais legais que já vi na vida foi o oceanário de Lisboa. Fica no Parque das Nações e simula quatro habitats naturais, e além dos peixes, inclui diferentes tipos de pinguins, aves e as fofééérrimas lontras marinhas. No aquário principal, chamam a atenção as raias gigantes, os tubarões de diversos tipos e o peixe-lua, maior bicho que eu já vi. Tudo muito limpo, harmônico, lindo. Além dos aquários e ambientes marinhos, tem salas de jogos, simulações, experiências...daria pra passar dois dias lá dentro. Ficamos algumas horas e adoramos. A criançada, então, vai à loucura.
Nem mergulhando eu tinha visto peixes tão grandes tão de perto.
Se estiver em Lisboa, não perca e, de preferência, não vá no final de semana. Com menos gente dá pra aproveitar melhor.

Não custa lembrar: clica na foto que aumenta!

18.10.09

Mobilidade urbana


Uma coisa que nos surpreendeu foi o transporte coletivo. Além do metrô moderno, do trem, dos ônibus convencionais e dos turísticos - aqueles abertos em cima - os lisboetas conservam alguns meios antigos, como o bonde elétrico e o elevador.
Com cerca de 20 lugares sentados e 28 de pé, os bondinhos fazem bem o seu papel de integradores no meio do trânsito intenso. É engraçado quando, em um cruzamento, o condutor (geralmente mulher), desce, e com um bastão de ferro, muda o rumo do trilho. Tem também os bondes elétricos modernos, bem maiores.
Por dois dias andamos no ônibus amarelo, aberto em cima. Com um fone íamos ouvindo as informações sobre cada lugar, e podíamos descer e voltar quando quiséssemos, usando o mesmo passe.
Alguns tipos de bilhete permitem utilizar por 24h os ônibus, bondes e metrô. Nas paradas, painéis eletrônicos informavam a sequência de chegada dos próximos ônibus e o tempo que faltava para a chegada de cada um.
Para Sintra e Cascais fomos de trem. Só pegamos táxi uma vez, pra ir ao congresso, porque estávamos carregados de equipamentos. Aliás, na maioria os táxis são carros bem antigos também.
Eles mantém até os elevadores, que ligam um bairro a outro, como o da Santa Justa.
Chegamos a pegar um "busão" mega lotado num domingo, em Belém. Mas, no geral, em matéria de transporte público os patrícios estão muito bem servidos.

Dicionário português-português

Definitivamente, nossa língua é o brasileiro. Tem diferenças demais do Português de Portugal. Algumas vezes tínhamos que parar alguns segundos pra saber se a pessoa falava português ou outro idioma.
Aprendemos algumas palavras:
Giro, gira: entendemos como bonito, fofo, legal
Fixe: algo como fenomenal
Gamba: camarão
Sumo: suco
Comboio: trem
Pastel: bolinho
Grelo: brócolis
Peão: pedestre

Transporte alternativo

Flagramos alguns veículos interessantes nas ruas de Lisboa. O Smart, esse carrinho de dois lugares, até que já é conhecido aqui. Mas lá é uma febre. Inclusive, numa das fotos, ele está estacionado atravessado. Cabe em qualquer espacinho.
E a polícia também tem seus veículos diferentes, como esse de duas rodas, que se anda de pé, e o triciclo que parece meio carro, meio moto.

Por um lado, são pequenininhos, práticos, mas por outro, reflexo de uma sociedade individualista. Carona, nem pensar.

Montagens

Ontem a minha cunhada, Liliane, me ensinou a fazer mosaicos rapidinho pelo Picasa. Agora vai ficar mais fácil pra postar as fotos da viagem aqui. Mais uma das esculturas a céu aberto, pra fechar a série. Mas o relato português continua.

16.10.09

Museu a céu aberto

O monumento ao Marquês de Pombal, entre a Avenida da Liberdade e o Parque Eduardo VII, foi um dos que mais nos impressionou em Lisboa. Depois do terremoto de 1755, que devastou a cidade, o Marquês foi o grande responsável pela reconstrução. Ele fica lá no alto, mas é a parte de baixo da escultura que impressiona, pelo tamanho e perfeição das feições.Rendeu vários cliques, talvez por termos dado de cara com ele logo na nossa primeira saída. Alguns estão aí embaixo.
E esse foi só o primeiro dos muitos monumentos que vimos pela cidade, todos impressionantes pelo tamanho, perfeição e bom estado de conservação. Uma aula de história em cada esquina.





14.10.09

Com fuso

Hoje acordei às 8h super bem disposta, depois lembrei que lá em Lisboa já era meio-dia. Agora são dez da noite e tô caindo como se fosse 2h da manhã... Boa noite!

Olha quem também tava lá


Praça dos Touros, em cima da estação Campo Pequeno, pertinho do "nosso" hotel

A gente fala a mesma língua mas não se entende

Cá estou e, como perceberam, quase não consegui atualizar de lá o blog. Muita correria! Mas eis que chego aqui e me deparo com uma polêmica sobre um vídeo que a Maitê Proença fez sobre o jeito português de ser. Não vi o vídeo ainda, por isso não posso comentá-lo. Mas nesses oito dias em Lisboa e arredores, tirei as minhas próprias impressões sobre os irmãos d´além mar.
Em primeiro lugar, a nossa língua portuguesa não é tão "nossa" assim. Muitas vezes, quando falam rápido, a gente simplesmente não entende. E, com certeza, como reza a lenda brasileira, os portugueses não são burros. Eles tem um transporte público que funciona, preservam seus monumentos, tem banheiros limpos e gratuitos nas praias e bebedouros nos parques. Lá, estavam em plena eleição nas autarquias, e parte do debate era sobre a falta de espaços públicos, porque o índice português por metro quadrado é o menor da Europa. Com a quantidade de parques e praças que vimos, achei que isso sim era piada de português.
Não são burros, mas são diferentes demais. Com eles não tem entrelinha, meio-termo ou subentendido. Não só eu e o Gu, mas quase todos os brasileiros do grupo, ficamos chocados com isso no começo. Alguns exemplos:
O ônibus que queríamos pegar estava parado no ponto. Perguntamos ao motorista se poderíamos entar e ele, meio irritado, disse que sim, mas que ele ia sair e trancar o carro.
Outra noite, num restaurante em que se apresentavam cantores de fado, perguntei ao garçom como funcionava ali, porque geralmente se tem um preço que inclui o jantar e a apresentação. Ele respondeu o seguinte: Funciona assim: vocês escolhem um ou dois pratos, eu sirvo, vocês comem, pagam e vão embora.
Um colega perguntou a um morador, na rua, se ele sabia onde ficava o castelo de São Jorge. Ele disse: sim, claro que sei, moro aqui há 35 anos. Virou as costas e saiu.
E se você perguntar onde fica o metrô, vão te dizer que é debaixo da terra.
Não sei se é assim com todo mundo ou se os brasileiros é que estão com o filme queimado por lá. Sei que foram poucas as pessoas que nos trataram com simpatia. Mas essas foram extremamente amáveis.
Uma brasileira com quem conversamos, que era professora universitária em Criciúma e lá trabalha como doméstica, disse que eles já sofreram muito, por isso são assim. Mas ela tá louca pra vir embora.
Sei lá. Só sei que no trem que pegamos pra Cascais estava escrito que "as brasileiras são umas grandes putas".
Parece que o idioma em comum não tem sido suficiente pra fazer esses dois povos se entenderem. Depois comento sobre o vídeo e conto mais de Portugal, que eu adorei, apesar de ALGUNS portugueses.

10.10.09

As delícias portuguesas


Nem sempre temos acertado na escolha dos restaurantes, mas quando acertamos... é de comer rezando.
Os top-top até agora foram o bacalhau à lagareiro e à broa, da casa de fado Caldo Verde, no Bairro Alto; a salada caprese e os pastéis de Belém da Confeitaria Nacional; os pastéis "originais" de Belém, receita de 1837 (que eu apareço na fila pra comprar); o hamburguer aberto do O Torque, em Sintra; o pene com gamba (camarão) do hotel Grand Lisboa; a salada gigante do shopping Parque das Nações; o travesseiro da periquita, da Queijeira da Sapa; o sorvete Haagen-Das, que aqui dá pra pagar; o vinho verde, o branco, o tinto.
Se eu morasse aqui provavelmente pesaria o dobro.

9.10.09

Três dias e muitas opções


Missão cumprida, o congresso terminou e temos três dias pra curtir Lisboa e arredores. Amanhã vamos cedo pra Sintra ver os castelos. Nos outros dias vamos escolher entre as praias (Cascais e Estoril) e entre Évora e Óbidos. Abrimos mão de Porto, que é mais longe. Já estamos cansados à beça. Aqui em Lisboa vimos lugares maravilhosos. Nos dias de trabalho a gente deixava de almoçar pra dar mais uma voltinha. Na cidade são sete colinas com vistas maravilhosas. Mas com tantos monumentos lindos a céu aberto, a vista é linda de baixo pra cima também (na foto, o marco do descobrimento).

8.10.09

Ai, cachopa!

Peço desculpas pela falta de notícias da viagem, mas depois que começou o congresso não deu mais tempo pra nada. Em breve voltamos. Só posso adiantar que o fado é lindo e os pastéis de Belém são uma delícia!

6.10.09

Lisboa é pra todos


Difícil resumir rapidamente tudo o que estamos vendo. As fotos já passam das 600. Lisboa apresentou seus encantos aos poucos pra nós e agora eu, pelo menos, já estou apaixonada. Pretendo escrever e mostrar fotos, mas por enquanto destaco: na Lisboa moderna, o Parque das Nações; e na antiga, O Mosteiro dos Jerónimos. Esse último mesmo é de tirar o fôlego. Tinha até um parente nosso enterrado lá, um tal de Luiz Vaz de Camões.Hoje faz dez anos que morreu a cantora de fado Amália, e nos disseram que o Bairro Alto vai estar fervendo com fado em todos os bares. Haja energia pra fazer tudo que se tem vontade!

5.10.09

Só em Portugal





Tá meio complicado pra postar, principalmente fotos, por isso, vão só duas que certamente não veremos em outro lugar. Clica que aumenta.

Só uma parcial



Nem tudo são fados numa viagem internacional. Chegamos aqui antes das 7h, virados, cansados, e descobrimos que o check in no hotel seria só às 15h. Com muita conversa, muito cochilo no sofá da recepção, entramos meio-dia. Depois dessas quase 30 horas sem dormir, perdemos uma boa parte do domingo. Mas duas horas de sono e um bom banho depois, ainda conseguimos sair a tempo de curtir a linda luz de Lisboa. Passeamos em torno da Praça dos Touros e fomos ao monumento do Marquês de Pombal e ao Parque Eduardo VII, tudo muito lindo. O Tejo, por enquanto, só vimos de longe. Amanhã é o dia de chegar perto.

Diário de Lisboa

Nossa história começa no avião da TAP. Eu, que não tô acostumada a sair do continente, nunca tinha visto tanta modernidade. Em cada poltrona, um monitor de vídeo com acesso a filmes, documentários, Cds e vídeo games, com console e tudo. Bem legal mesmo. Do próprio console se tinha controle da luz, da chamada dos comissários, das informações do vôo. Mas eu trocaria tudo isso por mais uns bons graus de inclinação nas poltronas - dormir sentada não dá. O vôo transcorreu super bem, no aeroporto é que rolou uma roubadinha de duas horas, com mega-fila na imigração, mas a parte ruim a gente esquece. A parte mais engraçada eram as legendas dos filmes em português de Portugal: que giro, que cena marada, tem piada, o gajo é fixe!