27.4.09

Los três amigos

Essa semana três amigos nossos estão de aniversário, e os três tem algo em comum: o Rio de Janeiro.
Hoje foi o dia do Raul, que só vi ao vivo duas vezes, mas por uma daquelas coisas de alma, mantenho contato até hoje. Acho que já se vão uns três anos desde que a gente se conheceu. Ele não é do Rio, mas mora lá. E numa das vezes que estivemos na cidade maravilhosa ele deu uma mostra de amizade rara de se ver. Praticamente nos obrigou a passar uma noite no ex-apê dele em Copa, mesmo tendo só uma cama. Calma, ele dormiu no sofá.
Dia 29 é a vez do Frank Maia, que é carioca mas mora aqui. Amigão desde a faculdade, amigo de tantos caminhos, de tantas jornadas, cabeça de homem mas um coração de menino. Com ele não tem cerimônia nem tempo ruim. E como bom carioca, fala mais que o homem da cobra.
O terceiro é o figuraça do Flávio, que conheci por meio da Bianca, mulher dele. Também ficamos na casa deles no Rio (ô, gente folgada!) e certamente nunca demos tanta gargalhada. Levaram a gente pra tudo que é canto, nos apresentaram pra trocentos amigos e assistimos juntos aos jogos do Brasil na Copa de 2006. Faz tempo que a gente não se vê, estamos esperando pra retribuir a visita aqui em Floripa.
Esses três traduzem bem o melhor do carioca way of life, e só a lembrança de cada um já me faz esboçar um sorriso.
Não preciso nem dizer tudo isso que eu lhes digo, mas é muito bom saber que vocês são meus amigos.

Ação e reação

Cada vez mais me convenço que a gente deve mesmo botar a boca no trombone. Nem fiz ainda a reclamação formal, mas depois do relato aqui no blog e da divulgação feita pelo Cesar no De Olho na Capital, o caso repercutiu. O Gustavo me disse que hoje ligou pra ele o gerente do NAS, querendo saber como ele estava. Além do episódio propriamente dito, o gerente mesmo ressaltou três outros erros: deveriam ter nos fornecido toda a medicação (gastamos R$ 98); deveriam ter receitado aplicação de gelo (não falaram nada, foi um médico amigo nosso que alertou); deveriam ter avisado que a troca do curativo deve ser diária (apenas nos pediram pra voltar em uma semana pra tirar os pontos).
Fala sério! Não tomamos nenhuma providência legal porque ficamos convencidos que o tombo foi uma fatalidade, mas a sequência de IMPRUDÊNCIAS - como bem me corrigiu a advogada Leila nos comentários - meio que passou dos limites, não é não?
A gente paga o plano de saúde, acredita que assim vai ter mais qualidade e segurança, e no fim das contas fica é no prejuízo.

Assim que der eu atualizo a foto aí de baixo. A aparência já piorou 100%...

26.4.09

Acidente ou erro?

Quem: Gustavo, 37 anos, corpinho de 27, meu marido
O que: entrou num pronto atendimento particular pra pingar um colírio no olho esquerdo e saiu com 10 pontos no supercílio direito
Quando: ontem (25) à noite
Onde: no NAS - Núcleo de Atenção à Saúde, da Unimed, no centro de Floripa
Porque: para aliviar um forte irritação no olho, decidiram aplicar Fenergan intramuscular. Por ser na nádega, mantiveram o paciente de pé. Segundos após a injeção ele sofreu uma síncope vaso-vagal, segundo o médico, caiu e deu de cara no chão.



O Gu amanheceu com o olho beeem vermelho e inchado. Depois de água boricada e uma gota de colírio auto-medicado com ajuda do farmacêutico, o inchaço e a coceira continuaram durante o dia todo. Já estávamos na rua, então resolvemos passar no NAS. Como a gente estava com o Igor, e havia sete pessoas pra ser atendidas antes, o próprio Gu insistiu pra esperarmos na minha mãe, ali do lado. Deixei ele ali, inteirinho, bonitinho, só de olho vermelho. Agora vocês imaginem a minha cara quando o encontrei de volta, deitado numa maca, com um baita curativo sobre o outro olho, tomando soro na veia e com aqueles caninhos no nariz. Ah, fiquei pronta pra rodar a baiana, né? Mas o Gu pediu calma, respira, me contou tudinho e garantiu que foi um acidente, ninguém teve culpa. Mas antes de ir embora, eu perguntei pro médico: não seria o caso de aplicar injeção com o paciente deitado? Afinal, nunca se sabe que reação que a pessoa pode ter. Ele admitiu que sim, e que ia conversar com a equipe técnica. E quando já estávamos de costas, andando pra sair, e eu achava que não ia mais ouvir a palavrinha mágica, ele pediu desculpas.

Pois agora? Conversei com médicos amigos, ouvi opiniões diferentes e, como a parte mais interessada não quer levar o caso adiante, daremos o mesmo por encerrado. Mas só após um comunicado formal à ouvidoria do estabelecimento.

Ah, a tal síncope vaso-vagal é um distúrbio do sistema nervoso e de controle da pressão que leva o corpo a uma reação exagerada depois de uma situação de estresse. É comumente confundida com anafilaxia. Ocorre após uma intervenção dolorosa como injeções e é manifestada por palidez, náusea, diaforese profusa e síncope.

Ah, falando em vagal, o médico foi enfático: cinco dias sem trabalhar, pelo menos.

Ah, o olho irritado melhorou. O outro já fechou, de tão inchado.

Ah, como tive que colocar o despertador pras 3h por causa da medicação, não consegui mais dormir. São 15 pras cinco. Às nove é a próxima dose.

Ah, o céu da madrugada tá lindo, e por causa da chuvarada dos últimos dias, o córrego aqui em frente tá cheião e fazendo um barulhinho tão bom...

24.4.09

Chuva que Deus manda

Essa chuvarada toda tá dando uma sensação de déjà vu... Se pra quem tá bem seguro no apartamento já é chato, imagina pra esse monte de gente que já está na roubada e que perdeu um monte de coisa. A nossa amiga Ana, por exemplo, passou por um susto daqueles: acordou de madrugada e, ao colocar os pés no chão, sentiu que estavam dentro d´água. Vale a pena conferir o relato.

De butuca

Dia desses, no restaurante, eu, abelhuda, fiquei de orelha comprida pra mesa à frente, onde uma pai e uma filha (suponho eu) conversavam. Uma das frases que pesquei foi a do pai, dizendo pra filha, que "se ela tivesse sido bem tratada, hoje seria outra pessoa".
Quem será ela, hein? Eu tenho um palpite...

20.4.09

Filho do vento

De tanto filho que já tinha parido, a mãe resolveu escolher o nome desse na hora do nascimento. O vento sul soprava com toda força naquela noite de junho, e depois de um parto exaustivo, a matriarca decretou: vai se chamar Vendavaldo.
O tempo voou e logo Vendavaldo corria pelas trilhas da Costa da Lagoa junto com a piazada. O guri era avoado, toda vida esquecia da hora. Quando se dava conta da bronca que ia levar, voltava voando pra casa com alguma desculpa que a mãe cansada fingia acreditar.
Aos treze, pra ajudar na despesa da casa, Vendavaldo começou a trabalhar com os barqueiros na travessia de turistas na baleeiras. Quando batia o vento sul e todo mundo corria pra dentro de casa, ele entrava na baleeira pra sentir melhor a friagem e ouvir o assobio do vento no canavial da margem.
A escola o Vendavaldo já havia largado há tempos. Era muito cabeça de vento pra ficar grudado numa carteira. Mas era tinhoso, pé de vento, e logo começou a chamar a atenção das raparigas da comunidade. Contador de história, vez ou outra convencia uma delas a encarar de frente o vento sul sobre a água da Lagoa, que chegava a encrespar com a força do sopro da natureza.
Com dezessete Vendavaldo já era pai. Seu pensamento voava longe, a vontade de voar junto só crescia, embora se sentisse cada vez mais amarrado à comunidade.
Foi numa semana de lestada que veio a chamada para a aeronáutica. Era a desculpa perfeita pra levantar vôo dali. Depois da despedida da mãe, da mulher e da filha Ventalina, partiu de baleeira e depois de ônibus pra um novo mundo, cheio de regras e disciplina. Mas sua mente continuava voando, até que veio o primeiro treino aéreo e, diferente dos colegas, Vendavaldo não teve medo. Furou a fila, pulou e, mesmo com a demora do acionamento do pára-quedas e da rajada de vento que o levou pra longe do alvo, ele se manteve plácido e sorridente. Aquilo era o que ele queria. E a vida lhe deu a chance de unir o útil ao agradável.
Agora só volta pra Costa duas vezes por ano, pra ver a a mãe e a filha - que a mulher já está com outro, bem mais pé no chão. E é quando mata a saudade do camarão ensopado, do pirão de nylon, da cocoroca e claro, do pastel de vento.

19.4.09

Dia do índio!

Pra comemorar, resolvemos ir da nossa casa ao centro pelo túnel bem na hora da maratona. Da hora que saímos, passando pelo centro e indo até a Lagoa, levamos uma hora de carro. U-hú!

18.4.09

Ele é o cara

Não falo do Lula, não. Olha só:

Questão de cor
Diálogo num anúncio de automóveis na televisão. Ao lado do pai, que conduz, a filha, de uns seis ou sete anos, pergunta: “Papá, sabias que a Irene, a minha colega da escola, é negra?” Responde o pai: “Sim, claro…” E a filha: “Pois eu não…” Se estas três palavras não são precisamente um soco na boca do estômago, uma outra coisa serão com certeza: um safanão na mente. Dir-se-á que o breve diálogo não é mais que o fruto do talento criador de um publicitário de génio, mas, mesmo aqui ao lado, a minha sobrinha Júlia, que não tem mais que cinco anos, perguntada sobre se em Tías, localidade onde vivemos, havia negras, respondeu que não sabia. E Júlia é chinesa…

Trecho retirado de um post do grande José Saramago em seu caderno virtual

O mundo dá voltas

Ano passado, esta época, eu me queixava da escassez de feriados...

Consegui!

Graças, como sempre, ao Alexandre, com ajuda de uma baita insônia que me acomete no momento, olhaí que coisa mais linda a minha nova lista de amigos blogueiros, por ordem de atualização.

Iluminadas

Nessa sexta, dia 17, duas queridas sopraram velinhas pra comemorar mais um outono.
A Neneca, ou Soninha, prima da minha mãe, tá sempre rindo e fazendo a gente rir.
A Joelma, ou Jo, faz toda a diferença no meu dia-a-dia de trabalho, também sempre com um sorriso e alguma coisa positiva pra dizer.
Feliz aniversário, lindonas! Adoro vocês!


15.4.09

Não consigo!

Tá complicado achar tempo pra postar. Tenho deixado vários posts escaparem da memória. Mas é que com tanto feriado tenho que correr pra dar conta do trabalho. E no feriado tenho que correr pra aproveitar bem a praia antes do inverno. E agora é quase meia-noite e ainda tenho que secar o cabelo. Ó vida, ó céus.

13.4.09

Esse entendia do babado!

"A mulher de gêmeos
Não sabe o que quer
Mas tirante isso
É uma boa mulher.
A mulher de gêmeos
Não sabe o que diz
Mas tirante isso
Faz o homem feliz.
A mulher de gêmeos
Não sabe o que faz
Mas por isso mesmo
É boa demais..."


Vinícius de Moraes

Gatinho da Páscoa

Minha mãe, que já tem uma gata, não resistiu ao Lyon - que é a cara da crise: loiro de olhos azuis. Alguns momentos do pequeno, logo depois do primeiro banho e quando ainda estava com a mãe e os irmãozinhos.
(a pronúncia é liôn, do francês, não láion, do inglês)





7.4.09

Uma dúzia


Neste domingo, dia 5, o Igor fez 12 anos. Tá entrando no começo do fim da infância, e um dos sinais ele deu esses dias. Ligou da casa de uma amiga avisando que ia ficar pra um "pijamão", e que ia ficar com a roupa do corpo mesmo.
- Nada disso, pede pra tua avó fazer uma mochila que a gente leva pra ti, eu falei.
Quando fomos pegar a mochila, a vó contou que ele ligou e deixou bem claro:
- Ô, vó, só não vai colocar pra mim aquele pijama de bichinho, né?
; )
Só pra esclarecer: o pijamão era na casa da filha da professora, com mais seis crianças. Afinal, ele só tem 12 anos!

Igorjeta, Igorgonzola, Igorila, Igordinho: parabéns e aproveita bem essa fase!

Nomes

Adoro meu nome, e quando eu era pequena, eram poucas as Alines. Hoje, porém, tem uma em cada esquina. Já achei várias Aline Cabral e Aline Vaz na internet. Só que ter nome comum às vezes dá problema. Dessa vez apareceu uma xará no site do Cesar fazendo comentários ora "vocabulariamente" picantes, ora relacionados à Secretaria onde eu trabalho. Resultado: vieram "me dar um toque" pra eu parar de fazer comentários assinados e eu nem sabia do que estavam falando! Ainda bem que o Tio Cesar é super ético e tratou de esclarecer as coisas rapidinho lá no De Olho na Capital.
É por isso que eu vou querer um nome bem diferente pra minha filha, se um dia eu tiver uma. Que tal Josefina Tábata?

4.4.09

Polegarzinha

Era uma vez uma princesinha tão pequenininha que a menor meia do mundo ficava grande no pezinho dela. Mas o tamanho era apenas um disfarce para um poder enorme que ela possuía, de dominar seres bem maiores. Ela nem precisava fazer esforço. Até dormindo ela ficava rodeada de grandalhões hipnotizados com sua beleza e delicadeza. Seus caprichos era satisfeitos a qualquer hora do dia ou da noite; os grandões se revezavam para garantir que a pequena estivesse constantemente confortável. Essa pequena grande heroína, que desde seus primeiros momentos já enfrentou grandes desafios, se chama Alice, e suas vítimas mais felizes são a Anninha e o Frank. Nós tivemos o privilégio de conhecê-la pessoalmente e sermos também nocauteados pela grande poder que ela exala: o poder do AMOR!

Frank, manda a nossa foto!

1.4.09

Pode desvirar o São Chico!!!!

Acabaram de me ligar: a Carlota foi adotadAAAAAAAAAAAAAA!!!
A entrega vai ser hoje à noite, ainda bem que já me despedi. Quando voltar de Teresina só vou encontrar os meus dois gato-véio de sempre. Além do Gu, claro.
O São Francisco que tá de cabeça pra baixo na estante faz três dias vai poder voltar ao normal hoje. BrigadÚUUU!!!!

Nordeste sem litoral

Daqui a pouco vou pra Teresina (PI), trabalhar no Confaz - Conselho Nacional de Política Fazendária. Falando nisso, ontem, na noite de autógrafos do livro do Zé Dassilva, uma das autoras, que é de lá, me disse que tem um restaurante imperdível. Só que esqueci o nome! Só lembro que começa com C... Bom, não vai dar tempo de ir mesmo, vai ser aeroporto - hotel do evento - aeroporto. Sexta tô de volta.
Mas, voltando ao lançamento, foi ótimo rever coleguinhas de quem eu só tinha notícias virtuais: Nega, Tomate, Josemar, Ulisses, Victor & Anne, Barreto. Eu tava morrendo de preguiça, mas fui. Valeu meiXmo.
O livro eu vou ler na viagem. Adorei a dedicatória, Zé!