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22.12.09

Hora do balanço

Domingo passamos o dia com o Igor e dois amigos num parque aquático em Antonio Carlos, município vizinho aqui de Florianópolis. Lá pelas tantas, subi uma colina e sentei num balanço, de onde se via todo o parque e os morros verdes em volta. Naqueles dez minutinhos balançantes, aproveitei pra fazer o balanço do que foi 2009 pra mim.

Os maiores ganhos:
Aprendizado espiritual
Reconhecimento profissional
Reconquista da saúde

O que me fez falta:
Contato com os amigos
Exercício físico
Tempo livre

No balanço geral, mais um ano excelente. Agradeço até dizer chega.

11.8.09

Resultado

Olha que beleza os primeiros resultados da decisão do STJ sobre a não-obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Recebi por e-mail esse fragmento da Veja, que mostra uma bela candidata à mais nova não-profissão. Muito perspicaz, ela descobriu que ser jornalista tem tudo a ver com ser modelo. Claro! Não precisa de diploma!
Pra rir ou chorar, é só clicar na imagem.



Ah, quase que eu esqueço! Hoje é dia do advogado! Parabéns a todos. Ou melhor, a todos os que passaram na prova da OAB, claro. Afinal, é uma profissão bem regulamentada. Quem sabe um dia eu aprendo e faço direito.

29.7.09

Roxa

Sabe aquele post logo aí embaixo (Sem legenda), sobre a dificuldade de entender o juridiquês?
Pois estava eu hoje na minha sala de trabalho, quando adentra ao recinto um dos procuradores da reunião e vai logo dizendo:
- Avocar é "isso,isso,isso" e adjudicar é "isso,isso,isso".
Não vi a minha cara na hora, mas pelo quenturão do rosto, devo ter ficado muito, MUITO vermelha.
- Ah, o senhor viu o blog...
- Sim, e quando tiver alguma dúvida pode perguntar.

Fiquei desconcertada uns 5 minutos, rindo sozinha.

A propósito: avocar é chamar pra si; adjudicar é desapossar, em razão de sentença judicial, o possuidor ilegítimo daquilo que pertence a outra pessoa.
Elementar, né?

20.7.09

Alguma coisa mudou

Cheguei no trabalho e vi que deixei zerar a bateria do celular no fim de semana. Tenho esquecido de levar a toalha pro banho. Hoje recusei um frila, sem nem perguntar quanto. Antes de sair de casa, troquei um sapato bonito que dói o pé por um feio confortável.

15.7.09

O trabalho dignifica o homem

E a mulher também!
Essa semana começou legal, com coletiva estourando de gente na segunda e palestra em Belo Horizonte na terça. Ontem acordei às 6h e fui dormir meia-noite-e-meia. Trabalhei que nem louca, mas o resultado valeu o esforço.
E por aqui? Tudo bem? Alguma novidade?

19.2.09

Morro e não vejo tudo

Depois de "ler" o jornal, o Nobu me pergunta o que é "broco" de sujo.
Expliquei direitinho que são os homens que se vestem de mulher, com roupa, maquiagem, acessórios, bebem um monte e vão pra rua desfilar. Ele ouviu atentamente, balançando a cabeça positivamente, bem devagar, e declarou:
"Eu preciso ir no "broco" de sujo".
Tô quase indo também, só pra ver...

16.1.09

A super-madra

Hoje de manhã o Gu veio me deixar no trabalho e no banco de trás do carro estavam o Igor e seus amigos Léo e Marco. O Gu tirou folga pra levá-los a um parque aquático e preencher um dia das eternas férias escolares com um programa diferente.
No caminho, o Marco me pergunta:
- Aline, em qual dos teus três trabalhos tu estás indo?
Achei a pergunta surpreendente.
- Foi o Igor que te contou dos meus trabalhos?
- Foi.

E o Igor concordou, naquele sorriso preso entre duas covinhas.
Quando ele está lá em casa, e eu no computador, ele costuma observar a feitura dos clippings, as pesquisas na internet, e fica me perguntando pra que serve isso e aquilo, como é o meu trabalho, quantos clientes eu tenho.
O que eu achei mais lindo foi saber que ele fala de mim pros amigos. Fiquei me sentindo a super madra!
A propósito, eu estava indo pra secretaria da Fazenda, que é onde cumpro expediente de corpo presente. Os outros dois trabalhos eu faço nas horas vagas.

19.12.08

retrospectiva meu mundinho 2008

Pode não interessar pra ninguém, mas me serve de registro, dá licença.
Vou tentar dividir os momentos lindos por categoria pra ver como é que fica:

Momento lindo turístico: sem sombra de dúvida, Paris. Especificamente eu olhando a cidade lá do alto da Notre Dame, rodeada pelas gárgulas.

Momento lindo celebridade: meu encontro farmacêutico com Nanini. Em Paris, claro, porque sou fina.

Momento lindo família: 1)vou ser tia-avó. A enteada do meu irmão tá esperando uma neném. 2) Anitápolis com Igor, Gu e cia.

Momento lindo profissional: voltei a ser chefe e emplaquei matéria no Fantástico. Lembram do seu Walter?

Momento lindo animal: gatinhos resgatados e bem adotados (quantos mesmo?)

Momento lindo DVD: Piaf

Momento lindo literatura: As vidas de Chico Xavier e Persépolis

Momento lindo viagens de trabalho: Rio, São Luiz, Salvador.

Momento lindo cinema: Ensaio sobre a Cegueira

Momento lindo culinária: os muffins de chocolate com banana que aprendi a fazer com a Dadivosa.

Momento lindo internacional: libertação da Ingrid Bettancourt e tiro ao alvo com sapato no Bush.

Momento lindo amizade: colegas que são bem mais que colegas. Jo, Mari, João. e a Monica, da Heat. Obrigada pelas gargalhadas.

Momento lindo blogosfera: estréia do Certezas Biodegradáveis, da nova Ana.

Momento lindo cultural: comecei a estudar francês.

Momento lindo vida saudável: comecei a Yoga.

Momento lindo doméstico: instalação da cortina da sala e móvel novo do escritório. By Jana.

Momento lindo ócio criativo: 15 dias de férias em outubro sem fazer naaaaada.

Momento lindo surpresa total: o Frank vai ser pai da Alice.

Momento lindo romântico: aconteceu essa semana e acho que ele nem sabe que eu sei. Na madrugada de segunda pra terça, aquele dilúvio, o Gu chega do futebol, faz tudo quieto pra tentar não me acordar, toma banho, vem pra cama deitar de conchinha e murmura: "é isso que faz a vida valer a pena". Acho que ele acha que eu nem ouvi. ; )

Mais um ano com muito pra agradecer. E que venha o próximo!

Momento lindo pra 2009: Beta-HCG positivo.

22.11.08

Roubada

Tô trabalhando há meses na organização de um evento tributário nacional, que começa semana que vem na praia Brava. Uma das participantes, do Rio de Janeiro, resolveu vir antes, chegou sexta-feira. Com certeza se programou pra passar o fim de semana em Floripa. Tadinha. Além do preju que deve ter sido o táxi do aeroporto ao hotel (fica um em cada extremo da ilha), fico imaginando o que ela deve estar fazendo sozinha no meio desse dilúvio...

4.10.08

Só um gostinho


Depois que voltei de Salvador, mal sobrou tempo pra dormir, que dirá escrever no blog! Bastante gente me perguntou como é lá. Não tenho condições de responder, vi muito pouco. Mas gostei do que vi. Fui ao Pelourinho e, apesar do assédio agressivo dos vendedores, achei lindo e me senti muito bem com o astral do lugar.
Um dos jantares do evento foi no Convento Santa Teresa, um lugar lindo com uma vista maravilhosa e um showzinho básico da Daniela Mercury. Linda, ela. E quando não canta axé, canta muito.
E na última noite assisti no hotel um show do grupo Motumbá. Confesso que não sou fã do estilo, mas confesso também que me senti uma alemã diante de tanto ritmo, energia e simpatia. Eta, povo lindo!

25.9.08

Poderosa

Já tô com dor nas costas de tanto escrever sobre reforma tributária com o note no colo, mas não resiti a registrar esse momento lindo e fiz mais uma notinha:

"Em um ambiente predominantemente masculino – a reunião do Confaz* – a secretária da Receita Federal, Lina Vieira, lavou a alma das poucas mulheres presentes ao evento. Ao entrar na sala da reunião, alguns minutos atrasada, ela emudeceu os coordenadores da mesa, entre eles Sandro Mabel, Mauro Benevides e Bernard Appy. Mabel interrompeu a fala e os coordenadores se levantaram para saudá-la com três beijinhos cada um."

*Confaz = Conselho NAcional de Política Fazendária, que reúne os secretários de Fazenda de todos os Estados.

Longe de casa

Doze horas e meia foi o tempo que eu levei desde que saí da Secretaria da Fazenda, em Floripa, até chegar ao hotel em Salvador onde está acontecendo o Confaz - Conselho Nacional de Política Fazendária. Lá no Hercílio Luz já saímos com TRÊS horas de atraso. Considerando que chegamos uma hora antes do vôo, foram quatro. Ao chegar em Salvador, mais uma hora de aeroporto aguardando a van do evento. Mas, tudo bem, entramos na marra no ritmo baiano.
Pelo menos a reunião tá rendendo bastante - vide jornais de amanhã.

23.9.08

Ô, Bahia-iá...

Nem tudo são números nesse meu trabalho fazendário! De vez em quando eu saio da jaula e desbravo novos horizontes. Amanhã, por exemplo, embarco pra Salvador, que ainda não conheço. Chego quarta à noite, e quinta e sexta provavelmente nem saio do hotel onde acontecem as reuniões. Mas sábado, meu vôo de volta é só às 17h. Ou seja: vou zanzar!!!
De manhã deve ter um passeio de barco for free pela baía de todos os santos, e à tarde acho que vou eleger só o Pelourinho, porque não vai dar tempo pra muita coisa. Alguém me dá uma dica melhor?

13.9.08

cincosentidos

Sabe o que é comunicação sensorial? Sabe sim, pelo menos já deve ter experimentado. Aqui em Floripa tem uma dupla de moças apostando forte nesse mercado. Uma delas, a Juli, eu conheço e sei que é talentosa. Pra entender melhor o que elas fazem, dá uma olhadinha no Brand-à-Porter.

3.9.08

Tô ficando atoladinha

De trabalho. Teoricamente eu teria começado nessa segunda um período de 15 dias de férias. É a segunda vez que eu adio. Agora todas as expectativas se voltam para a primeira quinzena de outubro...

25.8.08

270 em dois

Daqui a São Luiz é uma pernada e tanto. No primeiro vôo comecei a leitura da biografia As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior, e quando cheguei a São Luiz já estava na página 170. Na volta retomei a leitura das cem páginas finais, que acabei assim que cheguei em casa. Gostei e recomendo, li voando.

Choque arquitetônico

Antes de mais nada, se alguém apareceu por aqui, desculpa a demora pra dar sinal de vida. Queria ter escrito um monte de coisas, mas me enrolei.
O motivo da minha ida a São Luiz foi conhecer de perto um evento que acontece a cada três meses e que terá Florianópolis como próxima cidade anfitriã. Coube a mim e outros dois colegas a organização do encontro em novembro.
Bom, de São Luiz vi pouca coisa, mas o pouco que vi me deixou com uma triste impressão de má distribuição de renda. Enquanto um pedacinho da cidade tinha um hotel lindo (onde eu fiquei), alguns prédios altos e shoppings, na maior parte eram quilômetros de casinhas de pau-a-pique com muros tomados por propaganda política. As pessoas, em compensação, eram simpáticas, prestativas, generosas.
Na volta passei por Brasília e, como tinha uma hora e meia de espera no aeroporto, resolvi dar um ponto final na minha vergonha nacional: não conhecia a capital do país. Um taxista, amigo-de-um-amigo-meu, me levou pra ver os principais prédios. Fiquei maravilhada com tanta organização, tanta área verde e, principalmente, com o museu nacional e a catedral, embora só os tenha visto por fora.
Foi um contraste radical ver São Luiz e Brasília no mesmo dia. Claro que não tenho informação suficiente pra traçar os perfis das duas cidades, mas, indiscutivelmente, planejamento é tudo.

29.7.08

Caminhão na madrugada

Como se já não bastasse o meu "sonho cabeça", antes disso ainda fui acordada mais uma vez pelo fiscal vigilante. Dessa vez o telefone tocou às 3h.
- "Pode me chamar de f.d.p.", foi ele dizendo logo que eu atendi.
Tinham interceptado dois caminhões com álcool combustível irregular e um dos motoristas fugiu e estava escondido no mato.
- "Vai atrás dele e quando achar fala "mãos ao alto", deu vontade de dizer.
Mas obviamente não disse. Só expliquei que aquela hora não tinha plantão em redação nenhuma e, pra que eu também não precisasse ficar de plantão, passei o número em que ele poderia achar alguém a partir das 5h.
Não posso mais esquecer de desligar o celular...

23.7.08

Um dia daqueles

Fui acordada por uma ligação no celular às 5h30 da manhã. Era um fiscal avisando que tinham apreendido três caminhões com carga ilegal de álcool. Deu vontade de dizer: "risca um fósforo". Mas levantei, anotei os dados e liguei pros plantões. Deu certo, TV, rádio e jornal deram cobertura.
Mais tarde fui pra secretaria terminar um relatório geral sobre as ações realizadas desde janeiro do ano passado. Consegui que todas as diretorias me mandassem os dados, editei e formatei tudo em tempo recorde. Ficou com 58 páginas. No final do dia, fui mostrar ao chefe. "Tá muito bom, mas reduz pra uma página. No máximo duas".
Amanhãããã...vai ser outro diaaa...

16.7.08

Recordar é viver

Meu estagiário veio me falar sobre os horários no semestre que vem, quando ele começa a se dedicar ao trabalho de conclusão de curso, o que me fez lembrar do meu projeto. Eu a a Carol Guidi passamos com nota 10 pelo nosso jornal do Mercado Público Municipal, que se chamava "O Peixe Fresco" e teve 16 edições mensais. Fazíamos de tudo: pauta, redação, edição, diagramação (na época levávamos uma caixa de disquetes pra gráfica), venda de anúncio e até distribuição. Era um veículo que se pagava, embora raramente desse lucro. O mais legal era o retorno, as cartas, os comentários. O mais chato era circular entre as peixarias e fazer a parte comercial. levamos alguns calotes. Foi um belo aprendizado.
Empolgada com o jornal, resolvi partir pra um projeto maior. Como o Mercado estava pra completar 100 anos, eu quis fazer um livro com 100 depoimentos de personalidades da cidade. Pra cada um, o Clóvis Geyer, talentoso desenhista e meu professor no curso, faria uma caricatura. O projeto gráfico foi feito pelo Marcelo Breda, o Pantera, que hoje está na Suíça. Modéstia à parte, era um projetinho bem legal. Com algumas entrevistas e charges prontas, fui atrás de patrocínio. Marquei uma audiência com o então governador Amin, que olhou praquela pirralha recém-formada e não botou a menor fé. Dias depois recebi uma cartinha dizendo que não dariam um tostão. Passados alguns meses, um famoso colunista, já falecido, e que havia sido convidado para participar do meu naufragado projeto, divulgou no jornal que estava produzindo um livro sobre os 100 anos do Mercado Público com 100 depoimentos de personalidades locais. Quando vi, quase tive um troço. Fiquei passada, revoltada, mas, calada. Um tempo depois ele faleceu. Moral da história é que o Mercado fez os 100 anos e não teve livro nenhum.