31.7.09

Quando o tiro sai pela culatra

Numa IstoÉ "antiga" (da semana passada), li uma matéria sobre os "parasitas literários", que são aqueles livros que embarcam na onda de sucesso de alguns best sellers pra tentar abocanhar uma marolinha. O exemplo clássico são os livros pós Código Da Vinci, como " verdade por trás do código", desvendando o código", etc.
Um dos livros citados na matéria é o tal do "A Cabana", que eu já vi várias vezes na livraria, mas não me interessei justamente por ser best seller demais. Só que na matéria diz que o livro foi rejeitado por editoras católicas, que consideraram a obra herética. Ôpa! Agora fiquei curiosa. Esses dias tava por R$ 9,90 na Saraiva e nem dei bola.

Por coincidência, entrei no blog do Saramago e encontrei dois textos interessantes: um sobre o direito de pecar, em que ele fala das reações sobre o seu livro "O Evangelho segundo Jesus Cristo" e outro em que transcreve parte do manuscrito da abjuração de Galileu Galilei, que foi obrigado a negar suas descobertas perante a igreja católica.

Um bom exercício de imaginação é pensar em como poderia ser o mundose não houvesse a igreja católica. Como religião não se discute, deixo o tema pra reflexão de quem estiver sem nada pra fazer.

29.7.09

Roxa

Sabe aquele post logo aí embaixo (Sem legenda), sobre a dificuldade de entender o juridiquês?
Pois estava eu hoje na minha sala de trabalho, quando adentra ao recinto um dos procuradores da reunião e vai logo dizendo:
- Avocar é "isso,isso,isso" e adjudicar é "isso,isso,isso".
Não vi a minha cara na hora, mas pelo quenturão do rosto, devo ter ficado muito, MUITO vermelha.
- Ah, o senhor viu o blog...
- Sim, e quando tiver alguma dúvida pode perguntar.

Fiquei desconcertada uns 5 minutos, rindo sozinha.

A propósito: avocar é chamar pra si; adjudicar é desapossar, em razão de sentença judicial, o possuidor ilegítimo daquilo que pertence a outra pessoa.
Elementar, né?

Santé!

Olha que legal o mimo que recebi da Rafaela, do Le Vin au Blog: um bloquinho específico para fazer anotações sobre os vinhos degustados. Selecionei um bem chique pra mostrar pra vocês. Voilá!




(merci, Rafaela!)

28.7.09

Mantra

Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar

Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância

Tranqüila
Levo a vida tranqüila

Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra

Tranqüila
Levo a vida tranqüila

(Tranquilo, Thalma de Freitas)

Sem legenda

Ontem escrevi uma das matérias mais complicadas de que consigo me lembrar. Quando comecei a trabalhar na Secretaria da Fazenda, achei que os assuntos tributários fossem os mais difíceis de compreender e "traduzir" pro público. Mas pra fazer essa tal matéria, passei mais de uma hora entre advogados e procuradores e, quanto mais eu ouvia, mais me descabelava. Em alguns momentos confesso que não entendi boa parte. Avocar e adjudicar são só dois dos verbos que eles usavam corriqueiramente. Juridiquês, só estudando mesmo.
Vai ver que é por isso que (alguns) juizes não gostam de jornalistas. Provavelmente não falamos a mesma língua.

Ah, como é bom falar de alíquota, arrecadação, valor orçado, lei de responsabilidade fiscal!

Sem opção

Tá tão frio, mas tão frio, que ultimamente só bebo água gelada.

27.7.09

A correria faz coisa...

Hoje só consegui almoçar às 14h, graças a uma amiga que foi ao restaurante e trouxe uma marmitinha pra mim. Tava com tanta pressa e fome, que quando liguei pra copa pra pedir talheres, acabei pedindo "um faco e uma garfa"...

26.7.09

Acabamos de assistir ao documentário Home, que nosso amigo Mau havia enviado um tempo atrás. Tem uma hora e meia e é todo em inglês (inclusive as legendas), embora seja uma produção francesa. Dependendo da conexão, leva um tempo pra baixar, mas vale a pena. Deixamos baixando a noite, depois rodou perfeitamente.
É praticamente todo executado com imagens aéreas fantásticas ao redor do planeta. Infelizmente trata de uma realidade trágica, que é a situação a que levamos o mundo nas últimas décadas. Mas como diz o próprio filme, narrado pela atriz Glenn Close, não dá mais tempo de sermos pessimistas. Segundo o próprio Mau, quando mandou o link, é um vídeo indispensável.

24.7.09

Eu profissional X eu pessoal

Não é a primeira vez que me deparo com essa situação. Quando criei o blog, nos longínquos 2005, escrevia só pra mim. Depois comecei a divulgar pros amigos, que divulgaram pros amigos. Mas, tá na internet, todos podem ler. Nos meus registros de visitas, vejo sempre leitores de outros estados e países, a maioria não sei quem é.
Continuo escrevendo por hobby, sempre deixando claro que os textos aqui não são jornalísticos.
Mas essa introdução toda é pra dizer que o meu chefe estreou um blog. Que eu acompanho, obviamente. Invariavelmente, ele vai acabar caindo aqui e se deparando com esse festival de bobagem que eu escrevo. Fazer o que, né? Fui pra chuva, agora vou me molhar.
Bom, secretário, se o senhor aparecer por aqui, seja bem-vindo, fique à vontade, mas não repare a bagunça...

21.7.09

Mulher é bicho esquisito

Hoje de manhã fui parar numa clínica por conta de uma dor agudíssima no ovário. A impressão que eu tinha é que alguma coisa havia estourado ali dentro. Doía pra andar, se virar na cama e mexer as pernas. Depois de descobrir onde tinha plantão ginecológico (na Santa Helena), ser atendida, fazer ultrasson, descobri que não era nada. Ou melhor, nada grave. O que me deu foi a tal de ovulação dolorosa. No máximo associada ao rompimento de um pequeno cisto, não deu pra precisar direito.
Na internet achei quase 30 mil registros pra essa ovulação que dói, que é cientificamente chamada de ou Síndrome de Mittelschmerz (que significa "dor no meio"). E uma amiga minha do trabalho disse que já teve uma de suar frio.
Ou seja: além da tensão PRÉ menstrual, da SEMANA das "regras", propriamente dita, ainda tem a dor do meio. Ou seja, de quatro semanas no mês, UMA está a salvo.

20.7.09

Mão amiga



Eu nem ia falar do dia do amigo aqui no blog, mas me diz se não é simbólica demais essa mão que ganhei do Frank? É de aniversário, mas tava no carro dele até sexta passada, quando a gente se encontrou.
Fiz até uma foto artística com ele no fundo. Ficou tremida porque bati com a mão esquerda. O esmalte da unha da esquerda tá descascado. Mas isso não vem ao caso.
Com a imagem dessa mão amiga que eu ganhei, deixo um beijo e um abraço pra cada amigo e cada amiga que tenho no mundo real e no virtual. Os que eu vejo todo dia, os que eu quase nunca vejo. Cada um, do seu jeitinho, faz a vida bem melhor.

Há um ano

De vez em quando gosto de ir ali no arquivo do blog pra lembrar o que eu estava escrevenddo um ano atrás. Cliquei em julho de 2008 e, entre outras coisas, vi que convidamos dois casais de amigos pra ir em casa. Os dois casais, que muita gente julgava inseparáveis, hoje estão desfeitos.
Tamo durando, hein, Gu?

Alguma coisa mudou

Cheguei no trabalho e vi que deixei zerar a bateria do celular no fim de semana. Tenho esquecido de levar a toalha pro banho. Hoje recusei um frila, sem nem perguntar quanto. Antes de sair de casa, troquei um sapato bonito que dói o pé por um feio confortável.

Porque nós somos mamíferos

Plena segunda-feira, após ser delicadamente acordada por um cortador de grama, resolvi pôr em prática aquele velho plano de levantar mais cedo pra caminhar/correr antes do trabalho. Na primeira volta, vejo perto do meio-fio um ratinho parado. Olhei de perto, tava vivo, mas bem machucado, agonizando sob o sol. Dei mais uma volta e não aguentei. Interrompi a corrida, peguei o carro e passei por cima do pobrezinho. O cara que varria o meio-fio ficou me olhando, atônito.
Fazer o que? Juro que não gostei da experiência, mas não tive alternativa.

Quarta-feira retomo o projeto.

18.7.09

Sabadão play


As férias escolares começaram aqui em casa com Igor (enteado) e Gui (sobrinho) jogando playstation enquanto a pizza não chega. E dizer que eu pegava esses gatinhos no colo...

17.7.09

Morro e não ouço tudo

De tudo o que eu escuto durante o dia, gosto de lembrar dos trechos que me fazem rir e imaginar o contexto.

Na fila do restaurante, diz o cara atrás de mim: ah, se eu fosse mulher ia ser muuuuito perua!
O garçon do trabalho, lembrando dos tempos do exército: ã, os cara eram malino para caramba!

O sol voltou

Bom dia começa com alegria
Bom dia começa com amor,
o sol a brilhar,
as aves a cantar
Bom dia
Bom dia
Bom dia

16.7.09

É preciso um bocado de tristeza

Assim como no samba, na vida.
Nem tudo são flores - nem pra uma otimista compulsiva como eu. Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
Mas pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza. Na vida também, senão não se faz um samba não.

Nessas horas, apelo praquela máxima do Chico Xavier, meu muso: "isso também passa".

Falando nisso, amanhã é sexta-feira...e não é que parou de chover?
; )

15.7.09

Julia na área

Caí por acaso hoje no blog da minha coleguinha Julia Zanatta.
Conheci a galega uns tempos atrás e testemunhei verdadeiras viradas de vida profissional e pessoal. Ambas pra melhor.

O trabalho dignifica o homem

E a mulher também!
Essa semana começou legal, com coletiva estourando de gente na segunda e palestra em Belo Horizonte na terça. Ontem acordei às 6h e fui dormir meia-noite-e-meia. Trabalhei que nem louca, mas o resultado valeu o esforço.
E por aqui? Tudo bem? Alguma novidade?

8.7.09

Show de bola

Meu cunhado Marcelo, irmão do Gu, é professor de urbanismo no curso de arquitetura da UFSC, e numa das aulas apresentou um resumão da ocupação de Floripa em formato de locução futebolística. Num intervalo, em um boteco, pediram pra ele repetir e um dos alunos gravou e colocou no You Tube. Taí o resultado:

Adoro



Todo Se Transforma
Jorge Drexler

Tu beso se hizo calor,
Luego el calor, movimiento,
Luego gota de sudor
Que se hizo vapor, luego viento
Que en un rincón de la rioja
Movió el aspa de un molino
Mientras se pisaba el vino
Que bebió tu boca roja.

Tu boca roja en la mía,
La copa que gira en mi mano,
Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias.

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

El vino que pagué yo,
Con aquel euro italiano
Que había estado en un vagón
Antes de estar en mi mano,
Y antes de eso en torino,
Y antes de torino, en prato,
Donde hicieron mi zapato
Sobre el que caería el vino.

Zapato que en unas horas
Buscaré bajo tu cama
Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas
Que compraste aquella vez
En salvador de bahía,
Donde a otro diste el amor
Que hoy yo te devolvería

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

6.7.09

Dúvida

Assistimos ontem ao filme Dúvida, com as excelentes atuações de Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman, que fazem uma freira e um padre. Lá pelas tantas, o padre faz um sermão muito bom:

Uma mulher falava com outra sobre um homem que mal conheciam, levantando informações infundadas sobre o sujeito e difamando sua reputação. À noite, durante o sono, a mulher que levantou o falso testemunho teve um sonho em que uma grande mão aparecia no céu e apontava para sua cabeça. No dia seguinte, cheia de culpa, a mulher foi à igreja se confessar. Perguntou ao padre se havia feito alguma coisa errada. "Claro que sim. Você cometeu um erro terrível, maculando a imagem e a moral de um homem que nem conhece. Isso se chama fofoca, e é um pecado gravíssimo!", disse ele. Como penitência, mandou que a mulher pegasse um travesseiro, levasse até o telhado de casa e o golpeasse com uma faca várias vezes. Assim a mulher o fez, e no dia seguinte voltou ao confessionário.
"O que foi que aconteceu?", perguntou o padre.
"Voaram plumas pra todo o lado", disse a mulher.
"Pois então volte lá e recolha cada uma delas".
"Isto é impossível, foram levadas ao vento e se espalharam por toda a cidade".
"Está vendo? Assim é com a fofoca".

5.7.09

Por onde andei

Tive alguns dos dias mais intensos da minha vida essa semana. Fiquei internada no CAPC - Centro de Apoio ao Paciente com Câncer, aqui no Ribeirão da Ilha.
Não estou com câncer, graças a Deus! Fui tratar de tumores benignos no útero. Precisaria de um livro pra contar tudo o que vi, senti e aprendi. Ainda estou absorvendo a experiência.
Quem tiver um tempinho e não for preconceituoso, está convidado a assistir o vídeo da cineasta Julia Machado sobre o trabalho maravilhoso desenvolvido por esses anjos encarnados. Seguem os links do vídeo, dividido em duas partes.

parte 1

parte 2

Quem quiser contatos, encontra aqui