28.11.10

Domingão do Trampão

Floripa, domingão de sol e eu aqui num hotel na praia do Santinho. Quer dizer, na praia não, só vi de longe. Tô trabalhando num evento, assessoria de imprensa e produção de conteúdo pra uma revista que vai fechar durante essa semana. Hoje começamos no meio da manhã e estamos encerrando agora, fim de tarde. Mas só porque é domingo. A partir de amanhã o bicho pega de manhã até à noite.
Paralelamente, tenho que tocar o trabalho do dia-a-dia. E quando voltar pra minha sala, corro pra organizar o evento de final de ano da secretaria, que é dia 7.
Acho que tá explicado porque sumi do blog.

Mas nem tudo são obrigações. Ontem vivi momentos lindos. Nossos amigos de Criciúma, que fizeram com a gente a viagem da Itália, vieram pra Floripa, cada casal com seu bebê, e fomos almoçar na beira da lagoa. Bom demais. Qualquer hora posto umas fotos.

E a guerra no Rio? Que medo, né gente? Até acho que não tinha mais saída, mas rezo pra que as consequências não sejam piores num futuro próximo.

Então agora chega de computador. Inté!

18.11.10

Nada como uma boa noite de sono

Literalmente. Hoje acordei 7h30, mas na maior disposição, porque dormi a noite inteira! Depois de duas noites de insônia e dois dias lotados de trabalho, isso faz toda a diferença. Ontem à noite eu tava literalmente me arrastando.

Ah! a gatinha que anda aqui pelo condomínio e que a gente alimenta de vez em quando, deu cria. Soube por uma vizinha. Tô louca pra ver os babys. Se tiver algum pretendente a dono, já pode ir se manifestando. Parece que são três!

16.11.10

Bem-aventurados os aflitos

Ninguém gosta de sofrer. E nem de ver sofrer alguém que a gente gosta.
Pra quem te a felicidade de fé, de acreditar em justiça divina, parece um pouco menos difícil encarar os problemões - mesmo aqueles que não parecem mostrar nenhuma esperança de solução.
Tem uns até que tiram o sono da gente. Foi um desses que me tirou da cama de madrugada e me inspirou a abrir aleatoriamente uma página do Evangelho Segundo o Espiritismo. Batata: foi direto pro capítulo "Bem-aventurados os aflitos", que traz a interpretação espírita dessa fala de Jesus.
Ainda ontem ouvi um amigo do meu irmão, que é evangélico, dizer que, quando a gente acredita, tem fé, é tão bom que dá vontade de abrir a cabeça e o coração de quem a gente gosta e colocar esse sentimento lá dentro. Mas não adianta, ele disse. Isso é 100% particular, cada um é que sente ou não, do seu jeito. Embora a forma de se relacionar com o divino seja bem diferente em cada crença, doutrina ou religião, essa vontade é a mesma.
É triste quando a gente vê as pessoas colocando obstáculos pra sua felicidade, complicando a vida, dando valor àquilo que não tem e esquecendo que tem todas as ferramentas pra ser feliz. No mesmo capítulo do Evangelho li que, antes de olhar pra cima pedindo ajuda, a gente deve olhar pra baixo e ver que tem muitos em situação pior.
Mas se a pessoa não quer ver, não dá o primeiro passo, como ajudar? Quando as soluções paliativas já se esgotaram e não surtiram efeito, o que fazer? Eu também não sei, mas vou continuar tentando descobrir. Já li também, não lembro onde, que o sofrimento é a oportunidade de uma entrevista com Deus. Nisso eu acredito, porque foi num momento difícil que comecei a me interessar pelo mundo maravilhoso da fé.
Então, muita calma nessa hora, porque a semana tá começando e, apesar da insônia, tem tudo pra dar certo. É preciso se concentrar pra ver que Deus tá trabalhando do jeito dele, às vezes escrevendo certo por linhas tortas. A gente é que não aprendeu a ler.

11.11.10

Vôo 2186

Tem certas horas que não adianta acreditar em Deus, em vida do outro lado, em milagre. Quando a gente acha que chegou a hora o medo bate, e bate forte!
Passei por isso terça à noite, quando voltava de um evento em São Paulo. O vôo sairia às 22h25, mas 22h40, ainda em solo, o comandante anunciou: "Está chovendo muito e com muitos raios. Eu já estava pensando em não decolar, e agora recebi o alerta de risco. Acontece que, se não decolarmos até às 23h, teremos que descer do avião e passar a noite aqui. Vamos torcer pra que a chuva pare antes". Câmbio e desligou. Quinze minutos depois o avião decolou. Quando chegamos lá em cima começou: primeiro tremia, depois parecia carro passando a mil sobre crateras na estrada, depois dava aquelas descidas bruscas de montanha russa. Meu estômago embrulhou muito, fiquei com o plastiquinho na mão, de prontidão. Num dos piores momentos, um senhor do meu lado segurou forte a minha mão e disse: “Se Deus está conosco, quem será contra nós?”
O povo, apavorado, dá-lhe mandar mensagem pros parentes/amigos/amores e tentar telefonar, e a pobre da comissária implorando pra todos desligarem os celulares porque estavam interferindo com a comunicação.
Afe, ainda bem que passou logo. Eu não TINHA medo de avião...

5.11.10

De volta à terra

Mesmo depois de voltar de uma viagem longa e distante, a gente ainda leva uns dias pra aterrissar na vida real de novo. Mas agora, definitivamente, já tô com os dois pés no chão. O trabalho voltou com força total, assim como os rebuliços da política e seus reflexos sobre o cotidiano profissional. Retomei a rotina de casa-trabalho-academia-pós-graduação-família-afazeres-domésticos. Parei de contar historinhas e mostrar fotos da viagem, que ninguém (além de mim) aguenta mais, retomei conversas com amigos com quem não falava há tempos - o que foi muito bom.
As férias servem pra isso. Pra gente valorizar e sentir falta da mal falada rotina, que também tem seu valor.
Falando nisso, hoje tem aula. Amanhã também.
..................................

Que bom que tá chegando o próximo feriado.