27.12.07

O resgate do pingüim – parte 3

Lá pelas 15h liguei de novo pra ambiental. Como ninguém atendeu, apelei pra RBS. A pauteira me explicou que a equipe estava longe, mas que ela iria ligar em nome da produção pra tentar agilizar. Minutos depois um policial me ligou pedindo detalhes do endereço e avisando que estavam a caminho. Me pediu pra esperar em um ponto de referência combinado.
Quando vi o carro chegando, fiz sinal. Me deparei com uma dupla de policiais fardados no melhor estilo guarda ambiental do desenho do Zé Colméia. Pedi pra entrar no carro, pois era uma caminhada até a casa. Quando paramos o carro eles perguntaram pelo pingüim. Expliquei que estava em casa, porque meu marido estava trabalhando e eu não conseguia pega-lo sozinha. Não gostaram nem um pouco, mas um deles veio me acompanhando. “Não deviam nem ter tirado da água”, ele disse. Quando chegamos, ele agarrou o bichinho com tudo, pelo pescoço, o pobre abriu o maior bicão e saiu se debatendo. Deu a maior pena, depois de mais de 15h de tanto cuidado, já tava me apegando. Mas não tinha o que fazer.
Fiquei pensando se quem trabalha a Ambiental o faz por opção. Porque quem gosta mesmo de bicho não age dessa forma.
Entendo que a estrutura não seja das melhores mas, numa Ilha, a Polícia Ambiental deveria ter uma estrutura melhor, principalmente de atendimento.
O pior é que mesmo depois de muito perguntar, não descobri o que se deve fazer com um bichinho nessas condições. Se alguém souber, a informação será bem-vinda.

Um comentário:

Teste disse...

Aline, o Cesar Valente, comentou sobre o pinguim e eu passei prá conhecer a história.

Vc pergunta o que fazer com um bichinho nessas condições. Na teoria vc ligaria prá ambiental e eles fariam o socorro. E não poderia levar o animal pra casa.
Mas como toda teoria, só funciona no papel.

Lógico que faz sentido. Eles, teoricamente, estariam mais preparados pra socorrer um pinguim machucado ou doente. Os animais silvestres e essas aves que fazem migração tem zoonozes que são perigosas. (inclusive a gripe aviária anda por aí)

Na prática, o pinguim teria ficado na praia até morrer ou seria morto por algum curioso maldoso até aparecer uma viatura prá socorrer ou até passar por toda a burocracia ou até chegar num veterinário que possa prestar socorro, etc.

É uma decisão difícil.

(Eu sigo as leia, mas uso luvas até eles melhorarem!!! Heheheh!)

beijos!