12.4.10

O espírito da coisa



Faz dias que tô pra escrever sobre o filme "Chico Xavier", que assisti no feriado de Páscoa. Tava com medo do resultado, por vários motivos: uma produção global, um tema delicado, um público variado. A surpresa boa é que o filme é legal e bem resolvido.
Os autores tiveram algumas sacadas muito boas, como privilegiar algumas passagens da amizade do Chico com um padre da igreja católica e no final até incluir declarações gravadas do próprio Chico sobre a importância do trabalho da igreja. Em se tratando de Brasil, só esse trecho deve ter quebrado a resistência de muita gente. No Brasil o que mais tem é gente declaradamente católica que recorre ao centro espírita em busca de respostas. Dificilmente se dizem espíritas.
Tanto é que o filme bateu recordes históricos de bilheteria já na primeira semana.
A escolha do elenco foi muito feliz e a abordagem também. Achei que iam focar em fenômenos, aparições, drama, mas não.
Claro que pra quem leu o ótimo livro* em que o filme foi inspirado, fica faltando muita coisa. Mas eles mesmos "avisam" no começo que uma vida não cabe em um filme.

*As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior

2 comentários:

Le Vin au Blog disse...

Eu, que não conheço Chico Xavier muito bem (mas comprei o livro para minha mãe e espero pegá-lo logo em seguida depois que ela ler), achei o filme bem interessante. Dá para ter uma ideia de quem ele foi, como ele era uma pessoa bacana. Achei o filme bem arradinho. Beijos. Rafaela

Bembi disse...

Aline, entrei aqui via Xinelão Estúdio. Posso dizer que te conheço um pouco, pois o frank sempre fala de você e do teu marido.


Estou louca para ver o filme do Chico, assisti só algumas reportagens depois da morte dele e já me emocionei muito. Meu pai é espírita e cresci em meio a diversos livros dele (que ele insistia em dizer que não eram dele, mas de Emmanuel).
O filme já está na minha lista.

Um beijo,
Cibele