29.7.08

A viúva do cabeção

Sonho é mesmo uma coisa muito doida. Ontem à noite assisti a uma matéria sobre ataques de tubarão em Recife. Foi o que bastou.
Sonhei que o Gu havia sido atacado enquanto surfava, e que a mordida foi tão grande que só sobrou a cabeça. Mas ele falava, comia, pensava. Só não tinha corpo. Era super desagradável ficar andando com a cabeça dele pra lá e pra cá, tadinho. Morávamos numa aldeia cheia de surfistas, e minha mãe não saía do meu lado, me dando apoio, ajudando a segurar a cabeça. Até que consegui comprar um corpo maneiro, no mesmo tamanho do original, todo em neoprene cor da pele, atá com uns pelinhos implantados. Só que "aquela" parte não era muito bem feita, cheia de costuras, e tal. Não tinha muita utilidade. Mesmo assim, mantive o casamento. E embora o Gu tivesse sobrevivido e conseguisse andar como um boneco, não escapei de ficar conhecida entre a surfistada como a viúva do cabeção. Ainda bem que tocou o despertador!

4 comentários:

Anônimo disse...

HAHAHA!!! Muito boa! Parece roteiro do Buñuel.

Abraço.

Marcelo Santos

Dauro Veras disse...

Adorei! Sabe que ontem eu tava lendo numa coletânea um conto sobre cabeça separada do corpo? "O segredo da guilhotina", de um francês que não lembro o nome. Um médico combinou uma experiência com um condenado à morte: se permanecesse alguma consciência depois da cabeça ser cortada, o condenado piscaria três vezes com o olho direito. Piscou só uma.

Cristiane Fontinha disse...

Falando nisso, sonhei contigo, o Gu, o Igor, o Maurício, a Ana, o Lauro, Lígia e mais o Dauro. Estávamos todos viajando de carro para cobrir uma pauta. Era tipo uma disputa para ver quem chegava no local primeiro.

Rodrigo Lóssio disse...

Que história! Ri muito aqui.